A história guarda segredos, mitos e lendas que têm qualquer coisa que nos desperta interesse a todos. Descobrir como é que se comportavam os nossos antepassados, ajuda-nos sempre a projetar e imaginar como foi a vida tempo atrás.
Bem-vindo a uma viagem pela história da medicina dentária, cheia de curiosidades e dados que o vão fazer viajar muito longe no tempo, e poder comparar os avanços que se têm conseguido após séculos de investigação e aperfeiçoamento de técnicas odontológicas.
II Fonte Bisodontología
O primeiro resto antropológico mais remoto de um “proto implante” dentário data do ano 400 d.C. O arqueólogo Popenoe descobre na Praia dos Mortos de Honduras uma mandíbula com 3 fragmentos de concha introduzidos nos espaços incisivos, sobre os quais cresceu parte de osso. Este facto vem descobrir que essa incrustação foi realizada em vida e utilizada durante um tempo.
Durante a história da humanidade, não só os maias realizaram um tipo de cirurgia dentária; no Antigo Egito foram realizados transplantes de dentes humanos e animais ou incrustações de pedras preciosas e metais. Os documentos conservados até hoje, falam deste tipo de práticas como processos com mínima esperança de êxito, bastante rudimentares e dolorosos. Em muitas épocas históricas deixaram de realizar substituições de dentes pelas doenças e infeções que acarretavam.
E não é até meados do século XX que se profissionaliza e intensifica a investigação científica da Implantologia. O nascimento da Implantologia moderna tem lugar com o trabalho do Dr. Brånemark na década de 60, quem descobriu e assentou as bases da implantologia atual, descobrindo o processo de cicatrização de tecidos que denominou: “osteointegração”.
Na atualidade, os implantes dentários são o tratamento odontológico melhor sucedido. A colocação de um implante é realizada mediante cirurgia e com sedação, isso permite ao paciente recuperar os seus dentes de forma simples, indolor e sem correr qualquer tipo de risco.
Na Idade Média, tratavam das cáries com lavagens de dentes que incluíam enxaguamentos com vinho cozido com menta e pimenta; entretanto, nalgumas culturas como a oriental aplicavam óleo a ferver sobre a própria peça dentária infetada. A medicina bucodentária tem tido práticas realmente atrozes na sua história, uma vez que foi um campo muito desconhecido para a maioria das culturas.
Atualmente as lesões de cárie são tratadas por restaurações conservadoras.. São processos rotineiros que eliminam eficazmente a infeção por cáries, e são completamente indolores uma vez que são realizados, se for requerido, com anestesia.
III Fonte Todo historia
IV Fonte Portal Odontólogos
No Egito, as personalidades da realeza utilizavam para a sua higiene bucodentária um unguento chamado “clister”, feito à base de pedra-pomes em pó, sal, pimenta, água, unhas de boi, casca de ovo e mirra. O creme antecessor ao dentífrico data da época romana, e continha vinagre, mel, sal e vidro moído.
No entanto, a escova de dentes foi criada para um imperador chinês em 1498, a qual incluía cerdas de porco inseridas num cilindro de osso. Os mercadores orientais introduziram no ocidente este tipo de escovas e, após anos de evolução, continuamos a utilizar a mesma engenharia de complemento de higiene dental.
A evolução da odontologia não tem sido exponencial nem contínua, dado que em muitas épocas a moralidade ou religiosidade não permitia tratar as afeções bucodentárias com extrações ou transplantes.
Na atualidade, contamos com avanços tais na tecnologia e na investigação dos tratamentos odontológicos, que nos permitem abordar qualquer problema bucodentário com êxito. De certeza que, depois de ter lido este artigo, da próxima vez que vir um filme histórico no cinema, a sua perceção será um bocado diferente.